sábado, novembro 25

Niemeyer X Liberdade


Depois dessas manifestações chamando o Niemeyer de stalinista, fui conferir se existem declarações dele sobre o regime de Stalin. Confesso que fiquei estarrecida porque realmente, por trechos de entrevista que encontrei na internet, vi que ele concorda com as execuções levadas a cabo tanto por Stalin, como por Fidel. Ele chegou a declarar que Stalin foi um homem fantástico e que os fuzilamentos que ordenou foram necessários... O mesmo disse com relação a Fidel. Estou boquiaberta! Sinceramente, eu achei que quando diziam que Niemeyer era stalinista fosse uma forma de ofendê-lo. Quero deixar claro que considero abominável qualquer forma de violência contra quem quer que seja, simplesmente por pensar diferente. E, portanto, discordo totalmente de Niemeyer. Caramba! Mas eu continuo gostando dos prédios da Catedral, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional...

3 comentários:

camilla valadares disse...

xiii agora vou começar a pensar nisso...será que a arquitetura de Brasília nos oprime? Por isso muitas vezes nos deprime? Será que isso tem alguma coisa a ver com o que tanta gente que vem de fora diz? "Isso aqui parece outro planeta" Será que realmente a estrutura da cidade é "desumana"? E por deprimir estimulou os gritos de rebeldia de roqueiros como o Renato Russo com suas letras que retrataram em vários momentos a tristeza e a indignação...sei lá...to viajando...acho que trabalhei muito hoje...hehehe bjos

carina paccola disse...

camilla, estou adorando seus comentários. uma coisa que me deprimia bastante em brasília (e acho que vcs já estão acostumados com isso) é o fato de vc não ver pessoas na rua. as pessoas não andam pelas ruas, pelas calçadas. só nas quadras comerciais, mas é mto pouco. qdo voltei pra londrina, uma das coisas que me deixavam feliz é justamente dirigir pela cidade e ter muita gente esperando pra atravessar, gente pra todo lado. em brasília, isso só acontece ali naquele trecho entre o conic e o conjunto nacional. por isso, eu gostava bastante daquele povaréu. em brasília, toda vez que eu ia a qualquer lugar eu tinha certeza absoluta de que não ia encontrar ninguém, mas ninguém mesmo, conhecido. então pra quem é de fora, é uma cidade bem diferente, que funciona numa outra lógica. a lógica dos eventos (foi a primeira vez que pensei nesses termos): tudo está em seu devido lugar. a ordem brasiliense do funcionamento das coisas acho que me deprimia. acho que eu prefiro o ordenamento caótico das cidades. em brasília, cada evento está muito bem localizado, setorizado. sei lá. acho que eu estou viajando... beijos

José Pires disse...

José Pires disse...

Pronto, agora você é mais uma que informa sobre o caráter stalinista de Niemeyer. Já está no “Google”. Descobriu tarde, querida Carina, mas sempre é tempo para se precaver contra o stalinismo. Niemeyer realmente é explícito na adoração à Stálin. Escreveu artigos demonstrando isso – deveria fazer um de seus monumentos para homenagear o ditador soviético; o monumento do Memorial da América Latina é uma mão com um mapa no meio, o de Stálin poderia ser esta mesma mão se fechando e esmigalhando um ser humano na construção do socialismo.