terça-feira, novembro 7

Barbeiragem 3: A Lembrança


Este post é dedicado ao Rafael, que me deu a primeira frase para contar essa história:

Lá pelos idos de 2005, mais precisamente no mês de maio, eu andava exausta de tanto trabalhar. Todos os dias, eu ultrapassava em muito a minha jornada de 8 horas. O motivo era um relatório que minha equipe tinha que terminar num prazo apertadíssimo. Num final de semana, extrapolamos. Trabalhamos sexta até as 23h; sábado e domingo, de manhã, de tarde e de noite.

Na segunda-feira, logo cedo eu já estava a caminho do trabalho. O trânsito de Brasília, para quem mora no Plano Piloto, é muito tranqüilo. Raramente há congestionamentos. O trajeto da 109 Norte, onde eu morava, para o Conic, prédio do meu ex-emprego, era percorrido em sete ou oito minutos.

Eu estava saindo da quadra e aguardava uma brecha para entrar na via W, chamada de eixinho, que é preferencial. Quando vi que o trânsito estava liberado, acelerei e... o carro não andava. Imediatamente eu pensei: Nossa, será que estou com o freio de mão puxado? Verifiquei e estava tudo certo. Acelerei de novo, sem sucesso. Isso tudo ocorreu em segundos.

Quando olhei adiante, vi que havia um carro parado bem na minha frente, que também ia pegar o eixinho. Aí eu percebi que as tentativas de fazer meu carro andar foram frustradas porque aquele bendito veículo estava segurando o meu. Ou seja, a cada acelerada, eu empurrava o carro da frente.

Olhei para a cara do motorista, que estava muito bravo. Com toda razão. Então, eu fiz aquela expressão de "sinto muito" e fiz alguns gestos pedindo desculpas. O homem estava enfurecido. Eu juntei as mãos implorando desculpas. Ele gesticulava me mandando à merda (eu acho).

Aí ele deu um espacinho, eu o ultrapassei e entrei no eixinho. Entendi essa atitude dele como: Sua louca, está com pressa? Então, pode ir! Fiquei observando pelo retrovisor. Ele entrou na via e, logo que apareceu um recuo, parou o carro para observar se havia algum estrago.

Eu sabia que não. Afinal, foram só uns empurrõezinhos. Mas, então, caiu minha ficha que quando ele deu aquele espaço era para que nós dois descêssemos para verificar o que tinha acontecido. Ele deve ter me xingado muito. E eu caí no choro.

Quando contei no trabalho, todo mundo riu muito. Eu nunca consegui descrever que carro era. Só sei que era preto e importado. Uns queriam saber a marca e o modelo. Mas, caramba, se eu não fui capaz nem de ver que havia um carro à frente, imagine se eu vou saber esses detalhes...

6 comentários:

Marília Côrtes de Ferraz disse...

Pô Carina hehehe... você está ficando expert em barbeiragens heim! Quando você sair de carro me avise que eu vou ficar em casa...hihihhi... e se eu estiver na rua voltarei correndo háháháháhá. Não fique brava, é brincadeirinha, não resisti a deixa. Adorei!
Um beijo
Marília

Rafael disse...

Ca!
Que honra, um post dedicado a mim!
Putz, ri demais aqui, de novo, lembrando do dia dessa história. E só ela pra fazer rir naquela época de tanta pauleira.
Um beijão
Rafa

Cristiana Soares disse...

Tô ficando com medo de entrar no seu carro...

carina paccola disse...

Marília e Cristiana:

Se eu estiver de carro e vocês pedirem carona, eu vou deixá-las no ponto de ônibus, ok? É brincadeira. Vocês nem vão querer carona, né? Ih, terça-feira vou fazer prova pra renovar carteira...
Beijos

Marília Côrtes de Ferraz disse...

hehehe tomara que ninguém lá do DETRAN leia o seu blog. acho que eles iriam tomar definitivamente a sua carteira kikikikikikikikikiik...
um beijo
marília

camilla valadares disse...

kkkkkkkkk dessa eu não fiquei sabendo!!! como não????? boa...não viu o carro e ficou empurrando hehehehe relaxa...ainda bem que passou...você podia botar aqueles sistemas que disparam quando o carro chega muito perto de algum obstaculo..hehe sacanage bjos