quarta-feira, setembro 5

A maior dor do mundo

A primeira manhã de setembro me trouxe a notícia da maior dor do mundo: a da mãe que perde um filho. Internamente, queria que fosse um engano, que não se tratasse do rapaz de 19 anos que eu conhecia desde pequeno, que não fosse o filho de um casal amigo e próximo, que não fosse um menino muito querido, sempre atencioso e iluminado por um sorriso.

Que dor é essa que dilacera a alma do pai, da mãe, do irmão, dos amigos?
Que choro coletivo foi aquele diante da perda?
Que sentimento de impotência era aquele que abraçou todos nós?
Que vontade era aquela de que o tempo voltasse e nos permitisse impedir qualquer mal a esse anjo?
Que pesadelo é esse do qual não acordamos?
Que realidade é essa tão difícil de ser compreendida?
Que jornalistas somos nós que não tínhamos conhecimento prévio dessa pauta?

Hoje somos todos diferentes do que éramos no último dia de agosto. Já não é do mesmo modo que beijamos nossos filhos. A vontade é de ficarmos cada vez mais unidos porque sozinhos é impossível superar dor tão profunda.

2 comentários:

Cristiana Soares disse...

...

Fischer disse...

Retrataste a dor de todos com uma fidelidade impressionante. A você, parabéns. A Gancho, Vívian e Fred, todo apoio do mundo.