segunda-feira, agosto 10

O vento

O vento soprou tanto, tão forte e tão ruidoso, que me perguntei o que ele queria tanto afastar do céu. Tenho medo de chuvas e ventos fortes. Mesmo protegida, não consigo dormir tranqüila. Acordo a todo instante, vou conferir pela janela se está tudo em ordem do lado de fora. Vejo as árvores balançando. Nenhuma alma viva pela rua.

Quando o dia clareia, parece que tive pesadelos a noite toda. Confiro novamente a janela. Vejo que o cavalinho vermelho do play-ground foi parar na quadra de esportes. Fico com dó do cavalinho. Separou-se dos irmãos e está ali, jogado, sozinho.

Na área de serviço, recolho as toalhas de banho esticadas no varal. Todas sequinhas. Apanharam do vento a noite toda. Recolho uma por uma e penso o que foi que o vento tanto gritou durante a noite. Imagino que as palavras do vento estão escondidas na trama das toalhas e nunca entenderei seu significado.

Fico pensando o que a natureza pode querer me dizer: que eu varra com a força dos ventos o que me faz mal? Seja lá o que for, a única mensagem compreensível é que está muito frio lá fora e é melhor eu me agasalhar

9 comentários:

Gabi Goulart Mora disse...

E manter o coração quentinho a prova de toda ventania! Beijos, beijos, beijos.

Anônimo disse...

Morro de medo de ventos. Pânico. Sou o próprio Cícero ouvindo o Lobo bater à porta. Se o vento diz algo, eu não falo sua língua. E o pior é que parece que a cada estação, a cada temporal, ele grita mais. (Eliane)

carina paccola disse...

Gabi, muitas saudades! beijos




Eliane, concordo: esses fenômenos têm se intensificado e eu morro de medo disso.

celia musilli disse...

Ás vezes me sinto frágil como vc em dia de ventania..chuva de granizo então...naquela última, aqui em Londrina, tive a impressão de que o mundo ia acabar e eu estava sozinha em casa..rs Que noite! Depois que passa, até parece que foi pesadelo e aquela chuva antecdeu dias e dias feios, nublados, úmidos...Agora a chuva voltou a cair, uma pena! Estava mais feliz com o sol...Até quando vai, não sei. Um beijo.

Fischer disse...

Carina, qualquer dia te conto a história de uma chuva de granizo em Maringá. Horror real.

Claudia Silva disse...

Sem querer sem chata fazendo cobranças, estou sentido falta de seus textos. São tão gostosos... Por onde andas? Beijos!

Renato Cristopher disse...

Oi Carina... to passando para te convidar a conhecer meu blog e trocar recomendações.
www.cafecompizza.blogspot.com
Grande abraço e parabéns pelas crônicas.
Renato

carina paccola disse...

Oi, Cláudia, realmente faz tanto tempo que não apareço que demorei pra ver esses comentários...
Ando por aqui mesmo, querendo discutir questões de políticas de comunicação. Vou tentar voltar logo... beijos

Oi, Renato, eu conheci o café com pizza. Vou manter a leitura. um abraço

Paulo Spolidório disse...

Carina, gostei muito do seu texto. Ele é muito sincero. Parabéns!