segunda-feira, agosto 3

Machucados



De vez em quando eu levo uns tombos – literalmente. Não sei o que me acontece que eu caio, prancho no chão. E levanto rapidinho. Claro que sempre tem gente por perto para eu morrer de vergonha. Dias desses levei um tombaço, machuquei o cotovelo. Fez um machucadão mesmo, desses de criar casquinha e tudo. Isso porque eu estava com um casaco.
Meio chorosa, mostrei o machucado pro meu filho. Ele não deu muita importância e perguntou: – Mãe, você nunca teve machucado?
Acho que eu tinha esquecido como é. A minha mãe falava que quando começa a coçar é porque está sarando. Quando a gente cresce, os machucados deixam de ser visíveis e doem por dentro. Demoram mais a cicatrizar e nem dá para mostrar para os outros. Não há band-aid que resolva, só o tempo.

Nada a ver com meus machucados, mas acabei lembrando de um filme chileno, Machuca, que retrata a amizade entre dois meninos na década de 70, bem na transição entre o governo de Allende e a ditadura. Um menino rico e um pobre que viram grandes amigos. O filme revela as contradições com que convivemos no dia-a-dia. Ah, essas contradições também me machucam.

10 comentários:

Anônimo disse...
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carina paccola disse...

Eu aceito comentários de anônimos porque muitos dos meus amigos (o Aurélio é um exemplo) usam dessa ferramenta para escrever um comentário. E ele assina. Ou seja, não é anônimo. E eu também não me importo de comentários anônimos porque eu tenho a prerrogativa de deletar se eu quiser. É o que tem acontecido quase todos os dias, com um anônimo que fica postando comentários cifrados. É só uma perda de tempo - dele, de postar, e minha, de apagar. E assim vai acontecer "ad aeternum", até que ele se canse...

S.Paccola disse...

caiu lá em piraju também, né...eu nem vi, foi tão rápido...rs..
beijos.

Anônimo disse...
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Danilo disse...

Oi Carina!
Eu também assisti a esse filme e gostei muito. Um dos poucos que me deram vontade de chorar, porque eu não gosto de finais tristes rsrs Obrigado por lembrar, porque eu mesmo já não lembrava o nome.

Grande abraço!!!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Carina,
Escrevo como anônimo porque não tenho conta do google. Mas já estou providenciando...
E esse japonês que escreve comentários, você entende? Vai dizer que aprendeu a ler japonês, ou sei lá que lingua é essa...

Aurélio

carina paccola disse...

Aurélio, querido, eu não me importo que você escreva como anônimo - eu já disse que até aceito comentários anônimos, mas esta pessoa que faz esses comentários cifrados... sinceramente... Todo dia eu apago e todo dia faz isso. Eu citei você, mas tem mais amigos que fazem como você e eu não me importo mesmo. beijos

Anônimo disse...
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Fischer disse...

É isso aí, Carina. Dê um tombo nesses anônimos malas. Deve ser algum maringaense enrustido, porque lá eles só se expressam assim. Os anônimos que se ralem - literalmente. bj